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17 - A SUSTENTABILIDADE SOCIOCULTURAL DA DIETA MEDITERRÂNEA

  • Autor: DR.SSA SILVANA MOSCATELLI

Nesta videoaula falaremos sobre a sustentabilidade sociocultural da Dieta Mediterrânea. A Dieta Mediterrânea, entendida como estilo de vida, é um complexo sistema de conhecimentos compartilhados localizado em uma particular região geográfica na qual as tradições, os alimentos locais, a biodiversidade, a alimentação, o tecido social, a cultura e a economia são estreitamente ligados entre eles. Por essas características, por essas peculiaridades, em 2010 a Dieta Mediterrânea foi reconhecida pela UNESCO como Patrimônio cultural imaterial da humanidade. A Dieta Mediterrânea foi identificada também como modelo de “dieta sustentável”. Tal definição foi cunhada no âmbito do Simpósio científico internacional realizado na FAO com o título “Biodiversidade e dietas sustentáveis unidas contra a fome” que teve o objetivo de dar um conteúdo mais preciso a essa temática. As dietas sustentáveis, em base às definições dadas durante o simpósio, são dietas com baixo impacto ambiental que contribuem com a segurança alimentar e nutricional, que são culturalmente aceitáveis, economicamente acessíveis e justas, adequadas também de um ponto de vista nutricional e, ao mesmo tempo, são dietas que otimizam os recursos naturais e humanos.
O que entendemos então por sustentabilidade sociocultural da Dieta Mediterrânea? Se relacionarmos o conceito de sustentabilidade da Dieta Mediterrânea e relacionarmos os aspectos socioculturais, podemos dizer que a sustentabilidade sociocultural deve ser entendida como a “durabilidade” (em francês “durabilité”) do valor social e cultural da Dieta Mediterrânea em uma projeção temporal.
Em novembro de 2011, no CHIEAM/IAMB de Bari, foi feito um Workshop técnico internacional sobre as orientações relativas à sustentabilidade da Dieta Mediterrânea. O objetivo deste seminário era aquele de elaborar, também do ponto de vista metodológico, uma avaliação da sustentabilidade da Dieta Mediterrânea entendida sob as quatro dimensões principais, ou seja, ambiental, nutricional, econômica e sociocultural, levando em consideração a definição da nova Pirâmide da Dieta Mediterrânea revisada em 2010, e também a definição de “dieta sustentável”. No âmbito deste workshop ao grupo de trabalho do CNR foi dada a tarefa de investigar e identificar quais fossem os indicadores que melhor poderiam avaliar e medir os aspectos socioculturais da Dieta Mediterrânea. Foram identificados, assim, quatro indicadores, dois na esfera social e dois na esfera cultural. No que diz respeito à dimensão social, foi visto que poderiam ser utilizados como indicadores o papel da Dieta Mediterrânea em termos de convívio e a sua capacidade de agregar as pessoas e a participação ativa dos consumidores na preparação dos alimentos. No que diz respeito à esfera cultural chegou-se a conclusão que poderia ser interessante medir qual era o nível de conhecimento do valor do alimento e a capacidade de transmissão das antigas tradições, dos conhecimentos ligados à alimentação (e ao estilo de vida) a fim de garantir uma transmissão de conhecimento em uma ótica intergeracional. Este estudo sobre os indicadores, em particular modo aqueles sociais e culturais, ainda está em uma fase preliminar que precisa ser aprofundada.


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